Centro de Estudos Clássicos marcou presença na Unicamp de Portas Abertas – UPA 2024

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O Centro de Estudos Clássicos (CEC) do Instituto de Estudos da Linguagem esteve presente na programação do Programa Unicamp de Portas Abertas (UPA) deste ano.

Sobre o autor

Lívia Mendes Pereira é especialista em Jornalismo Científico pelo Labjor -Unicamp, bolsista Fapesp (Mídia Ciência) no Centro de Estudos Clássicos do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) e possui doutorado em Linguística.

18 de agosto de 2024

O Centro de Estudos Clássicos (CEC) do Instituto de Estudos da Linguagem está presente na programação do Programa Unicamp de Portas Abertas (UPA) desde a primeira edição. Com as professoras de língua latina Patricia Prata e Isabella Tardin Cardoso na coordenação, o CEC sempre procurou trazer ao evento uma apresentação lúdica e descomplicada do ensino e da aprendizagem das línguas da antiguidade greco-romanas ao evento.

Neste ano, o tema principal da sala de Estudos Clássicos foi inspirado na III Escola Brasileira de Verão na Grécia (CTF/IdEA – Unicamp), que teve programa pedagógico  desenvolvido por Erica Angliker e Isabella Tardin Cardoso e como coordenadores temáticos Flávio Ribeiro de Oliveira e Patricia Prata. A Escola aconteceu em junho deste ano, quando os alunos da Unicamp e de outras instituições tiveram a oportunidade de conhecer o Museu Arqueológico de Tessalônica e desenvolver estudos sobre a Macedônia antiga, a convite da diretora Anastasia Gadoulou.

“Vale ressaltar que todas as fontes da construção dos jogos, que integram as atividades, são retiradas de registros de textos da antiguidade. Portanto, trazem de maneira lúdica informações embasadas em textos originais gregos e latinos que chegaram até nós”, enfatiza a professora Patricia Prata.

Além dos jogos, a sala contou também com exposição de livros, de fotos e artefatos greco-latinos. Cartazes espalhados pela sala traziam informações sobre a origem das Olimpíadas, curiosidades etimológicas e literárias. Temas ligados à recepção do mundo grego e romano na contemporaneidade, como os que aparecem em livros, desde Harry Potter, Asterix e Obelix a jogos de videogame, também tiveram destaque.

A equipe foi formada tanto por alunos de graduação como de pós-graduação. Michel Mendes, formado em História e doutor em Linguística, tem participado do evento há várias edições e enfatizou como é importante o contato com o lúdico e com a relação do mundo da antiguidade com a arte contemporânea. “Isso atrai os alunos. Eles percebem como o grego e o latim, na verdade, estão bem perto dos seus universos pessoais. Mas, apesar dos alunos demonstrarem o interesse, ainda percebo uma resistência em seguir a profissão na área de Letras e Estudos Clássicos. Vejo que há uma procura maior por áreas que oferecem oportunidades de emprego consideradas mais rentáveis”, afirma Michel.

De fato, a maioria dos alunos que passaram pela sala de Estudos Clássicos neste sábado, dia 17 de agosto, relataram que gostam muito de História, por isso foram atraídos pelo jogo do Alexandre, o Grande e pelo universo da história da antiguidade, porém pensam em tentar o vestibular em outros cursos, como Design, Publicidade e Propaganda, Arquitetura, Matemática e Medicina.

Como apontou Mônica Venturini, doutoranda em Linguística e parte da comissão organizadora do evento, a atividade desperta o interesse de alguns alunos para a área de Estudos Clássicos e Linguística e todo o ano há um aumento da procura da sala do CEC na UPA, sendo que alguns alunos retornam no ano seguinte, para saber quais serão os jogos e o tema da sala, por isso a importância de diversificar as atividades. Este ano foram registradas trezentas e trinta pessoas no livro ata.

A caracterização artística também tem sido um ponto relevante, que atrai o público. Como afirmou Rony, que está no terceiro ano de Letras e participa como monitor da UPA desde o seu primeiro ano de curso, “isso mostra a diversidade dessa área do conhecimento e as possibilidades de interdisciplinaridade, com a filosofia, a mitologia e a história”.

Uma novidade é que as atividades desenvolvidas pelo CEC na UPA agora também fazem parte da Integração Ensino e Extensão no Curso de Linguística, que entrou em vigência ano passado. Agora, 10% do total da carga horária dos alunos dos cursos de graduação é voltado para atividades de extensão universitária.

A área de Estudos Clássicos tem desenvolvido a extensão por meio da divulgação científica e do aprimoramento de sua participação na UPA. Como apontou a professora Patrícia Prata, o projeto de curricularização da extensão propõe um atendimento às demandas da própria sociedade, mas como as áreas de grego e latim não são conhecidas pelo grande público, a divulgação da área por meio das mídias sociais e da Universidade de Portas Abertas ajuda a criar uma demanda.

“Aí está a importância de informar a população que essa área de estudo existe e que está conectada a diversos aspectos presentes em nosso dia a dia, desde a formação da Língua Portuguesa até as referências literárias e culturais” completou Patricia.

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O Centro de Estudos Clássicos (CEC) do IEL/UNICAMP foi fundado em 2007 e reúne pesquisadores da área de Letras Clássicas (Grego e Latim) com o propósito de promover o debate no campo dos Estudos Clássicos, criando condições para o incremento da pesquisa na área e sua divulgação nos meios acadêmicos e culturais, dentro e fora da UNICAMP. O Centro é integrado por dois professores de Grego e quatro professores de Latim, ligados ao Departamento de Linguística do IEL.
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