centro de pesquisa

Em novembro de 2008 instituía-se o Centro de Pesquisa Fórmulas e Estereótipos: Teoria e Análise, o FEsTA, que reuniu desde sua fundação pesquisadores de diferentes níveis e de diversas instituições, como consequência de uma experiência coletiva que vinha se estabelecendo em torno dos trabalhos de alunos, ex-alunos e colegas do professor Sírio Possenti, e também de uma nova proposta estatutária do Instituto de Estudos da Linguagem – IEL, na Unicamphelio organizar (6)

Em linhas gerais, a proposta consiste na criação de núcleos formados “por iniciativa única e soberana dos pesquisadores que julgarem interessante a forma proposta de associação e organização” e “seu caráter de associação voluntária, autônoma e determinada para o desenvolvimento de certas pesquisas deve prevalecer sempre contra qualquer injunção de ordem burocrática” (íntegra). Essa orientação institucional logo encontrou eco no grupo que vinha se reunindo em seminários sobre as pesquisas em curso (mestrandos e doutorandos sobretudo, mas também trabalhos de outros âmbitos da pesquisa acadêmica), e também propondo mesas e simpósios em encontros variados, além da permanente troca por meio de um e-group, que aos poucos constituía um banco de dados de interesse comum e inspirava leituras coletivas.

Essas práticas, não tão sistemáticas, ganharam novos contornos com a possibilidade de oficializar um espaço que, da ordem da institucionalidade, condicionava procedimentos mas, ao mesmo tempo, acolhia diferentes formas de trabalho. Assim, parecia abrigar bem o funcionamento desse grupo, em boa medida pautado por “questões de fronteira” e por uma certa atitude diante delas.

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